sábado, janeiro 8

over and over again...

De volta ao meu sótão vazio, revejo-me nesse espelho sujo e velho,
vejo nele a mesma agonia, a mesma solidão , o mesmo desespero,
apenas o aspecto físico se alterou, os mesmo olhos tristes e ensanguentados,
a mesma descrença, os mesmos erros..
o frio manteve-se, ficou mais duro com o passar do tempo
mais dificil de contornar, mas gélido na pele, no coração...
O conforto do lugar familiar não é agradável,
é repugnante, quando se lutou tanto para não cá voltar...
porque existe dor que nao abranda, quando o habito existe?!
porque insiste em manter-se fervida e palpitante dentro de nós...
Hoje de novo aqui neste chão amigo, nestas paredes revoltas em memórias apagadas...
Revejo um ser fraco, um ser hesitante que não contorna a mentira,
que não vê a verdade, que não consegue voltar costas ao sentido...
De novo no meu pedestal de miséria, envolvo-me em mim mesma,
na única coisa com o qual posso contar, para mais uma etapa...
Mais uma vez acompanhada da minha solidão, guiada pelo silêncio pesado,
e... agarrada a uma esperança mentirosa...

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